Ocorreu entre os dias 9 e 11 de outubro, no campus do Instituto Federal de Brasília, o 5º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). O evento, que contou com diversos painéis de debates e a apresentação de 105 trabalhos, mostrou como a teoria pode e deve estar alinhada à prática das cooperativas, objetivando o desenvolvimento sustentável do setor.

Do chamamento público de pesquisadores, foram selecionadas 41 propostas de um total de 375 vindas de várias regiões do país. “Com isso, vimos que o cooperativismo conseguiu trazer novos modelos, propor novas respostas e soluções através da ciência e da tecnologia no Brasil todo”, explicou Adriana Tonini, diretora de Engenharias, Humanas e Sociais do CNPQ.

O resultado desses estudos será conhecido em 2020, em um seminário preparado especificamente para a apresentação das pesquisas. Ao todo, foram quatro linhas de investigação, sendo que a de maior destaque, segundo Adriana, é a de Governança, que pode viabilizar melhorias de gestão nas cooperativas.

O encontro busca estimular o desenvolvimento de estudos que buscam maior eficácia e eficiência nos processos das cooperativas, e o alcance de um novo patamar de competência, por meio da percepção, avaliação e compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Em sua quinta edição, o EBPC teve como tema Negócios sustentáveis em cenários de transformação. Assim como nas edições anteriores, o evento deste ano continha cinco eixos de debate e a construção do conhecimento sobre a temática do evento:

  • Identidade e Cenário Jurídico;
  • Educação e Aprendizagem;
  • Governança, Gestão e Inovação;
  • Capital, Finanças e Desempenho;
  • Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais.

Segundo o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, a escolha das temáticas é pertinente ao momento. Ao reforçar a importância da produção de dados, Nobile citou a publicação do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019. “Para nós, aqui, enquanto entidade de representação nos estados e, aqui, nacional, seja OCB, seja Sescoop ou CNCoop, é fundamental para o nosso dia a dia, para mostrarmos para um governo federal, para um Executivo, para o Legislativo, para o Judiciário, dimensões sociais, dimensões econômicas, valores que temos dentro do cooperativismo. E tudo isso é gerado a partir dos dados”, defendeu ele.

O Sistema OCB, através do EBPC, estimula a pesquisa como um meio de geração de conhecimento do nosso modelo de negócios e para dar visibilidade e transparência aos resultados de cada ramo de atividade.

“Isso mostra a importância de se produzir cada vez mais conhecimento sobre o assunto no país. Culturalmente, enfrentamos dificuldades na defesa do nosso negócio, e promover o seu desenvolvimento a partir de pesquisas é uma delas. Há uma barreira, mas a gente tem que começar, tem que fazer! Temos que priorizar e fomentar a realização de pesquisas”, ressaltou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Estiveram presentes no 5º EBPC cinco professores da Escoop e a egressa do Curso de MBA em Gestão de Cooperativas Vitivinícolas, Jessyca Leon Bolzan. O Prof. José Máximo Daronco além de atuar diretamente no evento, gerenciou a área de Capital, Finanças e Desempenho, enquanto Mario de Conto, diretor geral da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo do Sistema Ocergs, participou da nessa redonda com a participação da chair do Comitê de Pesquisa da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Sonja Novkovic e da professora e pesquisadora Marie Bouchard, da Universidade de Quebec, em Montreal (UQAM), onde debateram sobre Identidade, representação e cenário jurídico.

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